A carga genética que possuímos influencia no nosso estado de saúde que, também, é influenciado pelo fenótipo, ou seja, pelo nosso estilo de vida.
A qualidade do nosso sono, a pratica de exercícios regulares, controle do estresse, qualidade e quantidade da alimentação etc., influenciam na nossa saúde.
Vamos abordar desta vez um assunto que está diretamente ligado à alimentação, pois os excessos a mesa estão preocupando especialistas do mundo todo. Estes excessos estão gerando pessoas com corpos deformados em função do acúmulo de gordura exagerado. Este acúmulo prejudica a estética, além de causar muitos danos à saúde.
Corpos com excesso de gordura tornam-se mais suscetíveis ao surgimento de doenças como cardiopatias, hipertensão, diabetes entre outras.
Para se avaliar o excesso de gordura corporal existe um teste bastante simples e eficiente, que é a verificação da relação Cintura-Quadril(Waist To Hip Ratio), calculado da seguinte forma: circunferência da cintura C(cm) dividido pela circunferência do quadril Q(cm).
É importante que estas medidas sejam feitas nos pontos anatômicos exatos e realizadas por um profissional com experiência em cineantropometria, não sendo recomendado a alto medição, pois provavelmente ocorrerá um erro operacional
É utilizado como referência anatômica os padrões preconizados pela Anthropometric Standardization Reference, Manual que rege o seguinte:
Medição da Cintura: o avaliado deverá estar em posição ortostática, pés unidos e abdômen relaxado. A medida será realizada no plano horizontal na região de menor circunferência, acima da cicatriz umbilical e logo abaixo da caixa torácica. A mensuração é realizada após uma expiração normal.
Medição do Quadril: Obedecendo aos mesmos padrões de posicionamento corporal proposto para a mensuração da cintura, esta deverá ser realizada ao nível da maior circunferência em torno das nádegas.
Estabelecido o índice da relação Cintura-Quadril, através da correta mensuração das circunferências e aplicado o simples cálculo, resta verificar, na tabela abaixo, em que situação de risco se apresenta o indivíduo avaliado.
| RISCO | |||||
| SEXO | IDADE | BAIXO | MODERADO | ALTO | MUITO ALTO |
|
M |
de 20 a 29 | <0,83 | 0,83 a 0,88 | 0,89 a 0,94 | >0,94 |
| de 40 a 49 | <0,84 | 0,84 a 0,91 | 0,92 a 0,96 | >0,96 | |
| de 40 a 49 | <0,88 | 0,88 a 0,95 | 0,96 a 1,00 | >1,00 | |
| de 50 a 59 | <0,90 | 0,90 a 0,96 | 0,97 a 1,02 | >1,02 | |
| de 60 a 69 | <0,91 | 0,91 a 0,98 | 0,99 a 1,03 | >1,03 | |
| RISCO | |||||
| SEXO | IDADE | BAIXO | MODERADO | ALTO | MUITO ALTO |
|
F |
de 20 a 29 | <0,71 | 0,71 a 0,77 | 0,78 a 0,82 | >0,82 |
| de 30 a 39 | <0,72 | 0,72 a 0,78 | 0,79 a 0,84 | >0,84 | |
| de 40 a 49 | <0,73 | 0,73 a 0,79 | 0,80 a 0,87 | >0,87 | |
| de 50 a 59 | <0,74 | 0,74 a 0,81 | 0,82 a 0,88 | >0,88 | |
| de 60 a 69 | <0,76 | 0,76 a 0,83 | 0,84 a 0,90 | >0,90 | |
Flávio Sobierajski