Suplementação

Na busca de um corpo perfeito, melhora do desempenho atlético ou de uma vida mais saudável, pessoas buscam, de forma indiscriminada e irresponsável, todos os tipos de suplementação.

A suplementação alimentar está cada vez mais em moda entre atletas, atletas de final de semana e até mesmo entre os sedentários. Por trás dessa explosão em termos de suplementação, encontra-se uma indústria milionária que só nos Estados Unidos fatura milhões de dólares anualmente. A cada dia surge um novo produto, muitos deles com nenhum ou quase nenhum estudo científico sobre seus efeitos colaterais, como é o caso da tão consumida atualmente creatina. Substância que é encontrada em alguns alimentos e produzida pelo organismo é responsável pela resíntese do ATP (adenosina trifosfato) que é a forma como a energia é armazenada no músculo. Recentemente a Agência Francesa de Segurança Médica na Alimentação (AFSSA), divulgou um relatório alertando que existe um risco potencial cancerígeno para os usuários deste produto, classificando-o como “esteróide legal”. Anda cita em seu relatório, que a creatina causa problemas digestivos, musculares e cardiovasculares. Na França, a comercialização da creatina esta proibida. Várias outras substâncias que são comercializadas em invólucros que trazem a foto de um corpo perfeito e convidativo, não tem seus efeitos cientificamente comprovados e nem seus efeitos colaterais, principalmente se forem utilizados a longo prazo, como é o caso da L-Carnitina, produto que é vendido como excelente “queimador” de gordura.

Antes de buscarmos a suplementação devemos responder a quatro perguntas básicas: quando suplementar? O que suplementar? Como suplementar? Até quando suplementar? Estas perguntas devem ser respondidas não pelas pessoas que comercializam estes produtos, que com certeza tentarão lhe vender o maior número de produtos possíveis, mas sim por profissionais capacitados, no caso, um nutricionista ou um nutrólogo.

Flávio Sobierajski